Somebody That I Used To Know

O vídeo é bem simples, mas a música é ótima.

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Uniforme pequeno.

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Era uma sexta feira, primeiro dia de férias, mochila pronta, já vestida com o uniforme escoteiro para dentro, partiria para uma jornada a pé. A cada passo o tal uniforme quebrava sua conexão com calça e eu o colocava no lugar, por todos os quilômetros percorrido, a ação eu repetia.

Chegamos a gruta, organizamos tudo, e chegou a hora de tirar de vez o teimoso traje. Pensei: “Se parece comigo quando lobinha”. Aquele traje já não mais roçava os meus joelhos, e eu já não era mais tão teimosa assim.

Percebi que o tempo passou, e nas conversas ao redor da chama da fogueira a nostalgia rolava solta. O movimento que me moldou como pessoa, que me acolheu.

Como sempre digo: Obrigada B-P, porque todos, nós escoteiros, somos uma só nação.

Tu tens um medo

Acabar.
Não vês que acabas todo o dia.
Que morres no amor.
Na tristeza.
Na dúvida.
No desejo.
Que te renovas todo dia.
No amor.
Na tristeza
Na dúvida.
No desejo.
Que és sempre outro. 
Que és sempre o mesmo. 
Que morrerás por idades imensas. 
Até não teres medo de morrer. 
E então serás eterno. 
Não ames como os homens amam.
Não ames com amor.
Ama sem amor.
Ama sem querer.
Ama sem sentir.
Ama como se fosses outro.
Como se fosses amar.
Sem esperar.
Tão separado do que ama, em ti,
Que não te inquiete
Se o amor leva à felicidade,
Se leva à morte,
Se leva a algum destino.
Se te leva.
E se vai, ele mesmo…
Não faças de ti
Um sonho a realizar.
Vai.
Sem caminho marcado.
Tu és o de todos os caminhos.
Sê apenas uma presença.
Invisível presença silenciosa.
Todas as coisas esperam a luz, 
Sem dizerem que a esperam. 
Sem saberem que existe. 
Todas as coisas esperarão por ti,
Sem te falarem.
Sem lhes falares.
Sê o que renuncia
Altamente:
Sem tristeza da tua renúncia!
Sem orgulho da tua renúncia!
Abre as tuas mãos sobre o infinito.
E não deixes ficar de ti
Nem esse último gesto!
O que tu viste amargo, 
Doloroso, 
Difícil, 
O que tu viste inútil 
Foi o que viram os teus olhos 
Humanos, 
Esquecidos… 
Enganados… 
No momento da tua renúncia
Estende sobre a vida
Os teus olhos
E tu verás o que vias:
Mas tu verás melhor…
E tudo que era efêmero 
se desfez. 
E ficaste só tu, que é eterno.

Dear 16 year old me.

A “Dear 16 year old me” ou “Querido eu aos 16 anos de idade” é uma campanha de conscientização sobre o melanoma maligno, o pior dos cânceres de pele, como o nome indica ele provem dos melanócitos, células que produzem a melanina. Só nos EUA são resgistrados cerca de 50 mil casos anuais e 8 mil mortes. No Brasil são registrados 75 mil casos anuais e 2 mil mortes idem. Assista.

Grandes vivos projetos

The size of your dreams must always exceed your current capacity to achieve them. If your dreams do not scare you, they are not big enough. ( Ellen Johnson Sirleaf, a atual presidente da Libéria)

Tradução: O tamanho dos seus sonhos deve sempre exceder a sua capacidade atual para alcançá-los. Se os seus sonhos não te assustam, eles não são grandes o suficiente.

Vestígios

C’est une ame que son âme demande… qui s’attache à elle avec tant de force et qui souffre avec tant de bonheur son étreinte, que rien ne puisse plus les séparr… (Jules Simon)

Tradução: Sua alma precisa de outra alma… que a ela se ligue com tanta força e que consinta seu abraço com tanta felicidade que ninguém mais possa separar…

Destruindo coxias

A felicidade é um estado, não é permanente, logo, sua procura também é. Ouvi isso em umas das aulas que me dizem ser essenciais. Essencial? Essencial é viver, é descer do palco e começar a conhecer o seu verdadeiro eu.

Deixei meus personagens a algum tempo. Parece que perdi algo, um amigo, um lugar, um refúgio. Sem defesa a ataque, o medo vem a tona. Parei de atuar, mas o medo me consome, os infantis, os amadurecidos pelo tempo, os recentes, todos eles.

Esta atriz até ganhou o medo de atuar. À deriva e com um caminho a trilhar, vivendo paradoxos a todo momento, sem sentimentos procurando a sua felicidade na realização alheia.

“O melhor meio para alcançar a felicidade é contribuir para a felicidade dos outros” (Robert Stephenson Smyth Baden-Powell)

À minha família

Não há como fazer alguém parar de abrir maços a cada hora e se deixar levar pelo cilindro tóxico ali presente. Não há como fazer o remorso de uma mãe, que mudou tudo  por uma vida que dela saiu, sumir para sempre. Não há como colocar muito ensinamento nos pensamentos de uma garoto que se recusa a conhecer a puberdade e insiste em continuar com sua velha amiga infância.

Nada disso se modifica sem o querer dos indivíduos que possuem o problema, convencê-los: tarefa difícil, cansativa, constante e destrutiva. Tais atos corroem de dentro para fora, desgastam os que convivem diariamente de forma que outras ações se tornam mais exaustivas, às vezes dadas como impossíveis, insuportáveis.

Esse soldado gostaria de parar essa batalha aqui, mas não se pode, não é possível ignorar esses fatos, se tornar indiferentes a eles. É diária essa luta que só aparenta, para esse soldado, já perdida. Nossa felicidade não depende unicamente de nós, mas de quem está a nossa volta.

“É fácil amar os que estão longe. Mas nem sempre é fácil amar os que vivem ao nosso lado.” Madre Teresa de Calcutá